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Rio de Janeiro, 21 de agosto de 2017 03h40

Jogos Rio 2016

Rio Media Center

Projeto Olímpico

O projeto olímpico da Prefeitura do Rio é baseado na parceria com os demais níveis de governo (Federal e Estadual), a Autoridade Pública Olímpica e o Comitê Rio 2016, e em três mandamentos – legado, economia de recursos públicos e obras no prazo e sem elefantes brancos.

Durante o desenvolvimento de suas ações, a Prefeitura do Rio apresentou soluções para reduzir o uso de recursos públicos. Parcerias Público-Privadas (PPPs) e a atração de investimentos foram fundamentais para atingir o objetivo. Essas iniciativas garantiram a sustentabilidade financeira da cidade e, ao mesmo tempo, viabilizaram importantes projetos, como a construção do Parque Olímpico e da Vila dos Atletas, a reforma do Sambódromo, e a revitalização da Região Portuária.

Localizado na Barra da Tijuca, Zona Oeste da cidade, o Parque Olímpico é o coração dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. Ocupa uma área de 1,18 milhão de metros quadrados, onde ocorrerão disputas de 16 modalidades olímpicas (basquete, ciclismo de pista, ginástica artística, ginástica de trampolim, ginástica rítmica, handebol, judô, luta greco-romana, luta livre, nado sincronizado, natação, polo aquático, saltos ornamentais, taekwondo, esgrima e tênis) e nove paralímpicas (basquete em cadeira de rodas, bocha, ciclismo, futebol de 5, golbol, judô, natação, rúgbi em cadeira de rodas e tênis em cadeira de rodas) Após os Jogos, o Parque Olímpico será um amplo complexo esportivo e educacional na região da Barra e Jacarepaguá. Destinado a estudantes da rede municipal e a atletas de alto rendimento, o espaço será compartilhado por projetos sociais e eventos. Das nove instalações que compõem o Parque Olímpico, sete serão mantidas pós-2016:  Arenas Cariocas 1, 2 e 3, Parque Aquático Maria Lenk, Arena Rio, Velódromo Olímpico do Rio e Centro de Tênis.  Serão acrescentadas, depois dos Jogos, uma pista de atletismo de padrão olímpico, duas quadras de vôlei de praia, e um alojamento para atletas de alto rendimento e de base. Principal acesso ao Parque Olímpico, a Via Olímpica tem 1 km de extensão, com cinco terraços e dois mirantes. Com forma sinuosa, foi inspirada nas curvas do tradicional calçadão de Copacabana e, a partir dela, os espectadores poderão acessar os principais pontos de competições. A Via começa no portão de entrada, na Avenida Embaixador Abelardo Bueno, percorre o centro do parque e termina na borda da Lagoa de Jacarepaguá, onde ficará a área de convivência (live site). A Via Olímpica foi projetada com inclinação de até 3,9°, garantindo conforto ao público, principalmente pessoas com dificuldades de locomoção. Após os Jogos, o local será transformado em um parque público, com passeios, praças, ciclovia, áreas de convivência e quadras esportivas.

Com capacidade para 16 mil pessoas, a Arena Carioca 1 receberá as competições de basquete, basquete em cadeira de rodas e rúgbi em cadeira de rodas. Após os Jogos, será destinada ao esporte de alto rendimento – com vestiários e academia – e à promoção de eventos, como shows, feiras, exposições e disputas esportivas. Parte das arquibancadas será desmontada – serão 7,5 mil lugares permanentes.

A Arena Carioca 2 receberá as competições de judô, luta greco-romana, luta livre e bocha paralímpica. Após os Jogos, será dedicada exclusivamente ao esporte de alto rendimento, recebendo também atletas de outras modalidades, como levantamento de peso, ginástica rítmica, badminton, esgrima, ginástica de trampolim e tênis de mesa. Com capacidade para 10 mil pessoas durante o evento, o espaço terá suas arquibancadas temporárias retiradas. Salas de treinamento serão construídas sobre as lajes. Haverá também vestiários, salas para treinadores e uma loja de material esportivo.

O espaço de 10 mil lugares vai se transformar num Ginásio Experimental Olímpico (GEO), escola vocacionada para o esporte, com capacidade para mil alunos em horário integral. O GEO do Parque Olímpico será a maior unidade desse modelo de ensino na cidade, com 24 salas de aula, laboratórios de ciências e mídias e duas salas multiuso. Após a desmontagem das arquibancadas temporárias, serão construídas salas de aula e de treinamento sobre as lajes. Durante os Jogos, a Arena Carioca 3 sediará as competições de esgrima, taekwondo e judô paralímpico. A estrutura do novo GEO será destinada também a projetos sociais, recebendo jovens que queiram praticar badminton, judô, luta livre, tênis de mesa, tiro com arco, handebol, futsal, basquete, vôlei, ginástica artística, de trampolim e rítmica, e musculação. No total, o espaço poderá atender quase 9,5 mil pessoas por mês.

Com capacidade total para 19.750 pessoas, o Centro de Tênis receberá as competições de tênis, tênis em cadeira de rodas e futebol de 5. O complexo de 16 quadras será reduzido após o evento, mas terá condições de receber atletas de alto rendimento, torneios internacionais, alunos de escolinhas de tênis de projetos sociais, e outros eventos. Permanecerão a arena principal, de 10 mil lugares, e mais oito quadras, onde será possível erguer arquibancadas temporárias.

Com 5 mil lugares, o Velódromo receberá as competições de ciclismo de pista. Após os Jogos, terá múltipla utilização, permitindo o aproveitamento integral de seus espaços. O ginásio, que será o mais moderno do país para a modalidade, poderá receber os melhores ciclistas do Brasil para aprimoramento técnico, turmas ligadas a projetos sociais de iniciação esportiva, competições internacionais e outros eventos. O centro da pista receberá equipamentos para a prática de outras quatro modalidades: taekwondo, esgrima, boxe e levantamento de peso.

Com capacidade para 12 mil pessoas, o espaço receberá as competições de handebol e golbol. A Arena do Futuro será desmontada e transformada em quatro escolas municipais na região de Jacarepaguá, cada uma com capacidade para 500 alunos.

Sede das competições de natação, polo aquático e natação paralímpica, com 18 mil lugares, o Estádio Aquático será transformado, após os Jogos, em dois centros aquáticos. Um deles terá uma piscina olímpica (50m) com cobertura e arquibancada com capacidade para seis mil pessoas. O outro terá, além da piscina olímpica, uma arquibancada com três mil lugares.

Com capacidade para cinco mil pessoas, o local receberá as competições de saltos ornamentais, nado sincronizado e polo aquático (preliminares). Seu perfil continuará voltado para o alto rendimento, mas seu papel será ampliado com a oferta de vagas para cerca de 800 jovens de projetos sociais para prática de esportes aquáticos. Os alunos do GEO vizinho também vão utilizar o Parque Aquático Maria Lenk para aulas de natação. Como acontece desde sua fundação, a instalação continuará recebendo competições nacionais e internacionais.

Consolidada no cenário cultural e esportivo da cidade como palco de grandes shows, partidas de basquete e lutas de MMA, a Arena Rio vai receber competições de ginástica artística, ginástica de trampolim, ginástica rítmica e basquete em cadeira de rodas. O espaço tem capacidade para 12 mil pessoas. Em janeiro foi inaugurado no local o Centro de Treinamento de Ginástica Artística, com 1,4 mil metros quadrados, que é administrado pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) e permanecerá após os Jogos.

O IBC terá 12 estúdios de 5 mil metros quadrados cada e capacidade para 10 mil pessoas.

Após os Jogos, o MPC será transformado em um empreendimento comercial, com lojas, salas de escritórios e restaurantes.

Quatro pavilhões do centro de convenções, na Barra da Tijuca, serão usados durante os Jogos. Os pavilhões 2, 3 e 4 terão 6,5 mil lugares cada e receberão, respectivamente, o levantamento de peso olímpico e halterofilismo paralímpico; tênis de mesa olímpico e paralímpico; e badminton. Com capacidade para 9 mil pessoas, o Pavilhão 6 terá competições de boxe e vôlei sentado.

Localizado em Deodoro, na Zona Norte, o complexo será sede de 11 modalidades olímpicas e quatro paralímpicas. O Parque Radical de Deodoro vai abrigar as competições de canoagem slalom, ciclismo BMX e ciclismo mountain bike. Após os Jogos, a área de lazer voltará a ser aberta ao público, com piscina e equipamentos típicos de esportes extremos. As instalações do Complexo Esportivo de Deodoro que já existiam desde os Jogos Pan Americanos de 2007 – Centro de Tiro, Centro de Hipismo, Centro de Hóquei sobre Grama e a piscina do pentatlo moderno – continuarão sob responsabilidade do Exército, assim como a nova Arena da Juventude. Mas todas seguirão recebendo equipes brasileiras de alto rendimento e abrigando competições esportivas nacionais e internacionais.   Instalações já existentes: Com 7.577 lugares, o Centro de Tiro receberá as competições de tiro esportivo olímpico e paralímpico. A piscina do pentatlo moderno tem capacidade para duas mil pessoas. O Centro de Hipismo receberá o hipismo olímpico (saltos, adestramento e concurso completo de equitação) e paralímpico, e terá 35,2 mil lugares: a arena de salto e adestramento com 14,2 mil lugares, sendo 1,2 mil permanentes, e a pista do cross country com 20 mil espectadores em pé e mil assentos temporários. O Centro de Hóquei sobre grama terá 13 mil lugares.   Novas instalações permanentes: Sede da esgrima do pentatlo moderno, basquete feminino (primeira fase) e esgrima em cadeira de rodas, a Arena da Juventude terá dois mil lugares permanentes e três mil temporários. Com 7,5 mil lugares temporários, a Pista de BMX permanecerá após os Jogos. No terreno ao lado, serão instaladas quadras poliesportivas. O equipamento do Circuito de Canoagem Slalom, com 8.424 lugares temporários, vai se tornar uma grande piscina. Os obstáculos serão retirados após os Jogos e permitirão a criação de um lago recreativo e um canal com uma correnteza leve. A instalação também poderá ser usada por atletas de alto rendimento. Instalações provisórias: O Estádio de Deodoro – que receberá as competições de rúgbi, hipismo e combinado (corrida e tiro) do pentatlo moderno, e futebol de 7 -, terá 15 mil lugares; enquanto o Circuito de Mountain Bike poderá receber 25 mil pessoas em pé.

Com capacidade para dez mil pessoas, a Marina da Glória, na Zona Sul do Rio, receberá as competições de vela e vela paralímpica. Antes restrito aos donos de barcos, o espaço foi totalmente reformado e aberto ao público, com restaurantes, lojas náuticas, estacionamento com 470 vagas, bicicletários, etc. O paisagismo da nova Marina da Glória foi projetado pelo escritório Burle Marx.

Sede da largada e chegada da maratona, do tiro do arco e do tiro do arco paralímpico, o Sambódromo, no Centro, terá capacidade para 18 mil pessoas na maratona e 3,8 mil lugares no tiro com arco. A adequação do espaço teve como base o projeto original do arquiteto Oscar Niemeyer, que previa a simetria entre os dois lados da Passarela do Sambo. Os antigos camarotes do Setor 2 foram demolidos, no local foi construído um novo bloco com quatro módulos de arquibancadas, camarotes e frisas (aumentando a capacidade de 60 mil para 72.500 lugares), elevador e sanitários adaptados, postos médicos, sala de segurança, e espaço destinado aos jurados do carnaval carioca.

Localizado no Engenho de Dentro, na Zona Norte, o Estádio Olímpico será palco das competições de atletismo e futebol. O estádio tem capacidade para 60 mil pessoas (sendo 15 mil assentos temporários).

O BRT Transolímpica vai atender 70 mil passageiros por dia e reduzir o tempo de viagem entre o Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste, e Deodoro, na Zona Norte, em 60%. Com 25km de extensão (sendo 13 km somente de Via Expressa) e 21 estações (incluindo terminais), a Transolímpica terá ligação com a Transcarioca, em Curicica, e com a Transoeste, no Recreio dos Bandeirantes, além de ser integrada aos trens da SuperVia e futuramente à Transbrasil, em Deodoro.

Inaugurada em junho de 2012, a Transoeste beneficia cerca de 200 mil passageiros por dia, reduzindo o tempo de viagem entre Santa Cruz e Campo Grande e o Terminal Alvorada, na Barra da Tijuca, em até 50%. A Prefeitura do Rio está realizando uma extensão de seis quilômetros do corredor, com a construção do trecho do Lote Zero, que liga o Terminal Alvorada ao Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca, em que os passageiros farão integração com a Linha 4 do metrô. O BRT terá um total de 58 km, 62 estações e quatro terminais. A previsão é de que o trecho seja entregue em julho deste ano, antes dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. Com o Lote Zero finalizado, a quantidade de passageiros beneficiados pela Transoeste chegará a 320 mil.

O Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), inaugurado no início de junho, ligará o Centro à Região Portuária em 28 km de extensão, integrando o metrô, trens, barcas, terminal de cruzeiros marítimos, Teleférico da Providência, Rodoviária Novo Rio, redes de ônibus convencionais, Aeroporto Santos Dumont e, futuramente, o BRT Transbrasil. Durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, o modal estará operando no trecho Rodoviária Novo Rio – Aeroporto Santos Dumont, com 17 paradas e uma estação. A ligação entre a Central do Brasil e a Praça XV entra em operação no segundo semestre deste ano, com 28 paradas e três estações.

Inaugurado no fim de maio, o Novo Joá tem 5km de extensão e garantiu o aumento da capacidade viária entre a Zona Sul e a Barra da Tijuca, na Zona Oeste, em 35%, podendo ser utilizado também em reversível nos horários de pico do tráfego. A estrutura conta com duas faixas e dois túneis paralelos ao já existente, no sentido São Conrado-Barra.

O Viário consiste na requalificação urbana e na ampliação de trecho da Avenida Embaixador Abelardo Bueno e de toda a extensão da Avenida Salvador Allende, na Barra da Tijuca, permitindo a implantação do BRT Transolímpica. Foram implementadas pistas laterais, de forma que as duas vias passem a contar com cinco pistas em cada sentido, aumentando a capacidade de tráfego na região. Haverá conexão com os BRTs Transoeste e Transcarioca. As obras beneficiam a região do entorno do Parque Olímpico e mais do que duplicam a capacidade viária das duas avenidas, além de implantar sistema de drenagem, até então inexistente, e promover toda reestruturação da iluminação da área.

O projeto vem transformando espaços degradados da região de Jacarepaguá, na Zona Oeste, em áreas reurbanizadas, com calçadas pavimentadas e mobiliário para lazer. Cerca de 350 mil moradores estão sendo beneficiados pelo projeto, que reduzirá as enchentes na região com a requalificação de 14 rios. As intervenções incluem a melhoria das condições de drenagem, ações de educação ambiental, e a ampliação da capacidade de escoamento da água da chuva.

A Nova Estação de Tratamento de Esgoto da Zona Oeste, inaugurada em maio, vai atender cerca de 430 mil pessoas em 21 bairros da região, o que corresponde a 48% do território do município. A partir de novembro, quando atingir sua capacidade plena de trabalho, 65 milhões de litros de esgoto deixarão de ser despejados diariamente na Baía de Guanabara –  equivalente ao esgoto coletado e tratado na cidade de Niterói. Com a entrega, a prefeitura cumpre o compromisso olímpico de sanear 100% da região da Bacia do Rio Marangá, a mais populosa da Zona Oeste.

As obras do Porto Maravilha estão recuperando a infraestrutura urbana da Região Portuária, com novos modal de transporte – o Veículo Leve Sobre Trilhos – e opções de lazer, como a revitalizada Praça Mauá, a recém-inaugurada Orla Conde e os museus de Arte do Rio e do Amanhã. O projeto revitaliza uma área de 5 milhões de metros quadrados, sendo 70 km de ruas e vias urbanizadas e quatro novos túneis, incluindo o maior túnel urbano rodoviário da cidade. As intervenções ainda devolveram à cidade tesouros arqueológicos, como o antigo Cais da Imperatriz e o Jardim Suspenso do Valongo.

O programa de controle de enchentes incluiu a construção de cinco reservatórios subterrâneos para acúmulo de água na região da Grande Tijuca, na Zona Norte, e o desvio do curso do Rio Joana, para que parte das águas deságue diretamente na Baía de Guanabara, sem sobrecarregar o Canal do Mangue.  Já foram inaugurados os reservatórios da Praça da Bandeira, da Praça Niterói e da praça Varnhagen, e ainda este ano serão concluídas as obras de desvio do Rio Joana.

O projeto de recuperação do entorno do Estádio Olímpico, no Engenho de Dentro, incluiu a criação da Praça do Trem, a reurbanização de 36 ruas do entorno, a construção de uma ciclovia com 2 km, e reformas em calçadas, garantindo a acessibilidade para pessoas com deficiência. Com 35 mil metros quadrados, a Praça do Trem, inaugurada em maio, é a maior área de lazer do Grande Méier e um dos maiores legados dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 para os moradores da região. Para valorizar a memória ferroviária local, foram restaurados dois antigos galpões e um prédio administrativo das Oficinas de Locomoção do Engenho de Dentro, que agora abriga a Nave do Conhecimento e Museu Cidade Olímpica. O projeto teve como objetivo principal a restauração do conjunto de edificações das oficinas, tombadas na esfera municipal de proteção ao patrimônio histórico e cultural da cidade do Rio de Janeiro. A Praça do Trem teve os galpões restaurados e recebeu nova iluminação, paisagismo, reparos na rede de drenagem e nova pavimentação.