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Rio de Janeiro, 27 de junho de 2017 04h05

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Museu do Amanhã: símbolo da revitalização do Rio de Janeiro 

12/09/2016, às 12:53

museu do amanhãFoto: Divulgação
museu do amanhã2Foto: Divulgação

Marco da revitalização da Região Portuária e um dos maiores legados das Olimpíadas, o Museu do Amanhã nasceu na Praça Mauá, Centro do Rio, para explorar, pensar e projetar as possibilidades de construção do futuro para os próximos 50 anos, transformando o presente e valorizando o passado. Com projeto do arquiteto espanhol Santiago Calatrava, o edifício de formas orgânicas, inspiradas nas bromélias do Jardim Botânico, ocupa 15 mil metros quadrados, cercado por espelhos d’água, ciclovia e área de lazer, numa área total de 34,6 mil metros quadrados do Píer Mauá.

Jornalistas credenciados no Rio Media Center podem agendar visitas ao Museu de Arte do Rio e ao Museu do Amanhã em datas e horários pré-marcados. Os nomes do profissional e do veículo de mídia devem ser enviados para o e-mail [email protected]com. A equipe dos museus retornará com indicação de data e hora possíveis para realização da visita.

Sucesso de visitação desde sua inauguração em dezembro de 2015, com a marca de 800 mil pessoas até o momento, o museu de ciência é norteado por perguntas que acompanham desde sempre a humanidade: De onde viemos? Quem somos? Onde estamos? Para onde vamos? Como queremos ir?.

O amanhã que estamos construindo é do interesse de todos. Envolver a sociedade nessa discussão e apresentar o conceito do Museu é o nosso papel. O amanhã não é uma data no calendário, não é um destino final; ele é uma construção que começa hoje, agora. A partir das escolhas feitas no presente, desdobra-se uma gama de amanhãs”, ressalta Ricardo Piquet, diretor geral do Museu do Amanhã.

No Museu do Amanhã, o visitante é estimulado a refletir sobre a era do Antropoceno – a era geológica em que vivemos hoje, o momento em que o homem se tornou uma força planetária com impacto capaz de alterar o clima, degradar biomas e interferir em ecossistemas – e a se perceber como parte da ação e da transformação.

O Museu conjuga o rigor da ciência e a linguagem expressiva da arte, tendo a tecnologia como suporte, em ambientes imersivos, instalações audiovisuais e jogos, criados a partir de estudos científicos desenvolvidos por especialistas e instituições do mundo inteiro. Traz à cidade, pela primeira vez, o conceito de museu experiencial, no qual o conteúdo é apresentado de forma sensorial, interativa e conduzido por uma narrativa.

 

Museu do Amanhã será uma das principais atrações do Rio durante as Paralimpíadas

Além da programação oficial do Boulevard Olímpico, onde está localizado, o Museu do Amanhã terá programação especial para o período das Paralimpíadas, até dia 18 de setembro, com foco nos temas acessibilidade e inclusão. O esquema de venda de ingressos também permanece alterado para receber com ainda mais conforto os visitantes e proporcionar uma experiência mais completa: em setembro, a venda de ingresso estará disponível exclusivamente on-line. Para mais informações, acesse: www.museudoamanha.org.br

O Museu abriga ainda a exposição fotográfica Esporte e Cérebro – A Expansão do Corpo pela Tecnologia, que fica em cartaz até dia 2 de outubro, na Galeria do Tempo, localizada no segundo andar. Um dos principais objetivos é provocar o debate sobre a capacidade do cérebro em adotar as próteses como extensões do corpo humano. “O Brasil tem 45 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, segundo o Censo. Além de uma homenagem aos superatletas, a intenção é fortalecer o apelo das Paralimpíadas ao promover o tema com debates e palestras, no Observatório do Amanhã”, revela Ricardo Piquet, diretor geral do Museu do Amanhã.

A mostra Horizontes Possíveis – Arte como Refúgio estará em cartaz de 13 a 25 de setembro, com obras dos artistas Ali Abdulla e Anas Rjab, que deixaram a Síria para fugir da guerra civil instalada desde 2011. A exposição é realizada em parceria com a Cáritas, tendo curadoria conjunta da gerência de Conteúdo do Museu do Amanhã com Felippe Moraes.

Os visitantes do Museu também poderão conferir, além da exposição principal, as mostras temporárias O Poeta Voador, Santos Dumont, até 30 de outubro – que reúne protótipos, material audiovisual e atividades interativas para apresenta o inventor como um visionário que se dedicou à ciência inspirado pela arte – e Capte-me: Nenhuma Presença Será Ignorada, que fica em cartaz até dia 14 de setembro e se dedica à nova e principal matéria-prima da sociedade contemporânea, os dados.

O Museu do Amanhã é uma iniciativa da Prefeitura do Rio de Janeiro, concebido e realizado em conjunto com a Fundação Roberto Marinho, instituição ligada ao Grupo Globo, tendo o Banco Santander como Patrocinador Máster. O museu conta ainda com a Shell como mantenedora e o apoio do Governo do Estado, por meio de sua Secretaria do Ambiente, e do Governo Federal, por intermédio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). O Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG) é responsável pela gestão do museu.

 

O Amanhã é Ouro

Em junho de 2016, Museu do Amanhã recebeu o selo Ouro na certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design ou Liderança em Energia e Projeto Ambiental, em português), concedida pelo Green Building Council – principal instituição americana na chancela de edificações verdes. É o primeiro museu do Brasil a obter este reconhecimento internacional no segundo mais alto nível de classificação. São quatro níveis: certificado, prata, ouro e platina.

Entre os diferenciais do Museu, destacam-se a tecnologia de captação da energia solar e o uso das águas da Baía de Guanabara no sistema de ar-condicionado. A água da Baía de Guanabara é captada pelo Museu com duas finalidades: abastecer os espelhos d’água e o sistema de refrigeração, onde é utilizada na troca de calor. Depois de passar por filtragem de sólidos e ser usada na climatização do Museu, é devolvida ao mar.

Já a captação de energia solar é feita pelas placas fotovoltaicas instaladas nas estruturas de aço da cobertura móvel do edifício, que se movimentam como asas para acompanhar a posição do sol. A estimativa é que, por ano, sejam economizados 9,6 milhões de litros de água e 2.400 megawatts/hora (MWh) de energia elétrica, o suficiente para abastecer mais de 1.200 residências.

Emitido em mais de 130 países, o selo LEED é considerado a principal certificação de construção sustentável para os empreendimentos do Brasil, onde é representado pelo Conselho de Construção Sustentável do Brasil, criado em 2007.