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Rio de Janeiro, 28 de maro de 2017 03h04

Jogos Rio 2016

Rio Media Center

Curadores recebem jornalistas do RMC na exposição “Memórias do Esporte”

14/09/2016, às 11:53

correiosFoto: Divulgação

Jornalistas credenciados no Rio Media Center terão a oportunidade de visitar nesta sexta-feira (16/09) a exposição “Memórias do Esporte”, no Centro Cultural dos Correios, com a presença dos curadores J. C. Soares e J. J. Soares. A mostra reúne 30 vídeos do acervo da Federação Internacional de Cinema e Televisão Esportivos (FICTS) – avalizado pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) – e de coleções brasileiras, uma incursão por registros raros e inéditos de manifestações esportivas pelo mundo, de 1896 até hoje. Os interessados já podem se inscrever no site.

Os irmãos cineastas, que pesquisam há uma década a conexão do esporte com o cinema, também assinam as trilhas sonoras individualizadas. Segundo eles, “o esporte ofereceu ao cinema o que nenhum outro tema podia oferecer: a humanização da imagem. Assim, ao longo da história, diversos cineastas de várias partes do mundo lançaram o seu olhar sobre o esporte”.

Em cada monitor (de 42”), o personagem principal é uma modalidade esportiva. Às imagens inéditas foram acrescentadas narrações sobre a história do esporte. Há ainda legendas ao lado de cada tela com mais informações e curiosidades. O filme mais antigo da exposição é um jogo de bocha em Lyon, França, de 1896, um dos primeiros realizados pelos irmãos Lumière, inventores do cinema.

Também dos irmãos Lumière, o primeiro filme ficcional de esporte, uma comédia, com atores lutando boxe, de 1897, está na mostra. Outras raridades da memória do desporto, como esportes indígenas, a final do Campeonato Paulista de Futebol de 1909 e os últimos dias do Derby Club, o templo do turfe, de 1925, onde hoje está o Maracanã, fazem parte da exposição.

A prosa poética esportiva de Armando Nogueira está presente com diversos trechos de seu livro “A Chama que não se Apaga” e com citações de pensadores e poetas, como Jean-Jacques Rousseau, Walt Whitman, Jean Giraudoux e o romano Juvenal, autor de “Mens sana in corpore sano”, impressos nas paredes do espaço.

A linha do tempo abarca, além das Olimpíadas, Copas do Mundo, Jogos Pan-Americanos e Jogos Olímpicos de Inverno. O Brasil participou pela primeira vez dos Jogos Olímpicos em 1920, na Antuérpia.

Na Sala Brasil, espaço exclusivo que reúne acervo precioso, estão imagens do tempo da Expedição Rondon à Amazônia, iniciada em 1910. Destacam-se os esportes indígenas, como a canoagem e o cabeçobol, um jogo de bola com a cabeça, praticado até hoje. O país ganhou também uma linha do tempo própria. Em uma sala reservada estão os registros mais recentes: as transmissões ao vivo de 16 canais da Sportv.

A exposição exibe ainda um longa-metragem sobre as Paralimpíadas de Inverno de Sóchi, Rússia, de 2014, e uma seleção de filmes sobre esportes de 113 países em duas sessões diárias.